terça-feira, 7 de outubro de 2025

O ex-futuro rockstar

Quando eu era criança, nos anos 80 e início dos anos 90, ainda não havia internet nas casas. A TV a cabo não chegava em Tremembé, cidadezinha em que eu morava no Vale do Paraíba. Ou talvez não chegasse na minha casa. As músicas infantis eram cantadas pelo Balão Mágico, pelo Palhaço Carequinha, pela Xuxa, pela Mara Maravilha... eu não tinha muito interesse por elas.

Gostava mais do que tocava no rádio de minha irmã, 5 anos mais velha. Ou então as pequenas partes das músicas que tocavam durante as novelas. Ouvia muito pop-rock nacional ou "importado". Por algum motivo, também ouvia muito rock mais antigo.

Me lembro de gostar especialmente das músicas com solos marcantes de guitarra ou saxofone. Gostava do som agudo e rasgado - porém  melódico - dos saxofones em músicas como Careless Whisper (George Michael), Cheia de Charme ( Guilherme Arantes) e de tantas de Men at Work.

Tinha a certeza que seria saxofonista e um grande astro do rock. Até me inventei um nome artístico: Bixbox. A sonoridade me parecia bem gringa e roqueira.

Nunca toquei saxofone e tampouco me tornei um rockstar...

A parte do saxofone tem o lado positivo: quem já conviveu com um saxofonista iniciante, certamente tem memórias auditivas marcantes do período. Minha família não teve que passar por essa experiência. Sobre não ser uma estrela do rock, acho que o mundo seria melhor se o Bixbox tocasse nas rádios por aí... uma grande perda.

Minha contribuição para a música não rolou, mas a música é generosa e me retribuiu muito! Fez e faz parte de minha vida e da minha relação com o mundo, mesmo que hoje ocupe bem menos os meus dias. Nos próximos textos quero falar mais sobre isso.

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